O que eu desejo para a Christina é suavidade. E um bocado de alegria.

E desejo também perdão: a mim mesmo que sou passível de erros e, por vezes, me pego tecendo exigências à ela (mesmo que eu não coloque-as para o mundo ver), mas que não preciso e não devo viver mergulhado na culpa. Desejo também carinho: uma alma acariciada fica doce, desvendada, amorosa. Desejo coragem, porque o medo paralisa e impede a melodia nova e é preciso arriscar para continuar (re)criando harmonias.

Desejo muita inspiração, porque as palavras sempre fizeram a companhia mais maciça para a solidão genuína que ela sentiu, e justamente desses momentos, saem suas obras mais geniais, onde a voz se encarrega de nos entregar a emoção.

E foram elas [as letras] que consertaram muitas dores ao longo da minha caminhada, coisas que só puderam ser curadas investigando, compartilhando, tendo aqui meus cinco dedos de prosa com a cantora. Desejo um pouco de disciplina, pois um ser criativo precisa de rebeldia, mas também de horários e planejamentos; coisa esta que ela já desenvolveu.

Desejo desapego pelas pessoas tóxicas, mas um pouco de solidariedade. Desejo muito mais maturidade ao entender tais pessoas. Quando se tem maturidade, dá-se melhor o valor que tem cada coisa, sem supervalorizar o que é irrelevante ou subestimar um pequeno aprendizado. Desejo muita paz: um coração sossegado entrega-se com mais confiança.

Desejo saúde e disposição. Desejo proteção espiritual. E desejo continuar sendo merecedor dessa boa sorte de ouvir e poder ver atentamente cada nuance de sua carreira notável; de calar mostrando completo respeito pela pessoa que ela é e artista que sempre foi, de amar e ser correspondido, de atrair pessoas de coração bom e muita sensibilidade que compartilham desse mesmo sentimento que nutro dentro do meu peito, e de poder descobrir a cada dia que a verdadeira erudição, a real sabedoria está na simplicidade.

Eu sempre te amarei, Christina!

-O Autor.

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