O artigo foi repostado na sua conta do Twitter no dia 03, quinta-feira, e fala sobre a consistência com que Christina tem apoiado as diferentes comunidades marginalizadas.

Segundo ele: “Christina sempre nos protegeu, agora é a nossa hora de protegê-la”

O material foi escrito pelo jornalista inglês do HullPost Uk, e ativista LGBTQ, Yusuf Tamanna. Abaixo segue a nossa tradução livre:

Christina Aguilera é muitas coisas. Cantora/compositora premiada com o Grammy, atriz, personalidade de televisão, mãe e autoproclamada lutadora. Mas um título que a cantora mais do que mereceu, mas provavelmente não é comemorado o suficiente, é um ser uma aliada da comunidade LGBT.

Ao longo de seus 20 anos de carreira, Aguilera usou bastante sua plataforma para falar sobre questões relacionadas a comunidade LGBTQ e a igualdade, bem antes de isso virar um assunto recorrente.

Como ela parece estar finalmente à beira de lançar novas músicas, após uma ausência de seis anos – ela vem provocando imagens e vídeos enigmáticos em sua mídia social na semana passada, causando ao seus fãs (também conhecidos como Fighters) um grande colapso – parece apropriado destacar todo o grande trabalho que ela fez e continua fazendo pela nossa comunidade.

Será que eu ouço você perguntar: Onde está a evidência para essa falsa impressão? Bem, o lugar mais óbvio para começar é com o single “Beautiful”, lançado em 2002, de seu segundo álbum aclamado pela crítica: Stripped.

Com sua mensagem clara em celebrar a beleza interna, coragem e a força inabalável, a música foi rapidamente adotada como um hino para a comunidade LGBT. Isso foi amplificado ainda mais pelo videoclipe, dirigido por Jonas Åkerlund, que mostrou dois homens gays se beijando e uma pessoa transexual se vestindo em frente ao espelho.

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Evidentemente, isso é muito mais tranquilo em comparação com o que vemos hoje, mas você tem que lembrar que isso era 2002 e casamentos gays estavam longe de serem legalizados na América.

Mais ainda, a visibilidade das pessoas transexuais na cultura popular tradicional era praticamente inexistente, então um vídeo clipe como “Beautiful” não era apenas poderoso, era revolucionário para a época.

O significado do vídeo foi marcado pela Aliança Gay e Lésbica Contra a Difamação (GLAAD), em 2003, quando Christina recebeu um Prêmio de Reconhecimento Especial por incluir imagens de gays e transgêneros em seu videoclipe.

Durante seu discurso de aceitação, ela disse: “Foi tão importante para mim apoiar a comunidade gay nesse sentido. É tão triste que ainda em 2003 nós tenhamos que dar prêmios como esse. E é por isso que estou aqui para mostrar meu amor e apoio à todos vocês “. A canção também foi votada pela instituição beneficente britânica LGBTQ, Stonewall, como o hino gay mais poderoso de todos os tempos, em 2011.

Provar seu apoio à comunidade gay, não é apenas ser superficial. Em 2004, Christina tornou-se porta-voz da campanha MAC Cosmetics Viva Glam e usou sua nova nomeação para expressar seu apoio ao MAC AIDS Fund.

De acordo com a Billboard, a diva pop disse: “Eu acho que toda essa pauta sobre a AIDS é algo que pode ser tratado mais levemente no mundo, hoje em dia, especialmente na geração mais jovem”. Ela explicou que a AIDS pode afetar qualquer pessoa, não importa o gênero, usando assim sua posição para dissipar mitos comuns e equívocos grosseiros sobre quem pode contrair o HIV.

Uma coisa que as pessoas parecem esquecer é que “Beautiful” não é a única música, do extenso catálogo de hits da Aguilera, em homenagem à comunidade LGBTQ.

Em junho de 2016, após o terrível massacre na boate Pulse – que matou 49 pessoas LGBTQ POC (a maioria delas Latinx), a cantora lançou a música “Change” e afirmou que todos os lucros do single seriam doados ao National Compassion Fund, criado na época, para ajudar a arrecadar dinheiro para as vítimas e famílias afetadas pelo massacre na Pulse. Trazendo em seu website (a página não está mais disponível), a cantora escreveu: “A horrível tragédia que ocorreu em Orlando continua atormentando minha mente. Estou enviando tanto amor e tantas orações para as vítimas e suas famílias. ”

No entanto, acho que a maior coisa que Christina fez pela comunidade LGBT é ser ela própria, sem remorso.

Eu me lembro de ter 11/12 anos de idade e ver Christina surgindo como uma mulher destemida, poderosa e sexualmente confiante no videoclipe de “Dirrty”. Era uma grande quebra daquela imagem que ela foi forçada a adotar durante sua estréia em 1998.

Em vez disso, a recém-renovada Aguilera, abraçou seu corpo, usou orgulhosamente sua sexualidade e falou o que pensa. Foi nesse ponto que ela se tornou uma heroína queer gay, porque os homens gays, em particular, olhavam mulheres destemidas e resilientes à medida que seus ídolos, e também a própria Christina, representavam o que tantos adolescentes esquisitos na época almejavam: serem eles mesmos.

Quero dizer, claro, as  suas músicas eram e ainda são brilhantes. “Dirrty” sempre será um marco em bares gays em todo o mundo, “Can’t Hold Us Down” continua sendo um dos melhores contos sobre o duplo padrão sexual entre homens e mulheres, e, claro, “Beautiful” sempre será nosso hino. Mas o modo como Christina simplesmente não dava a mínima era tão inspirador, mesmo quando a mídia tentava difamá-la por isso. E melhor ainda, todas as outras garotas pop que vieram depois de Christina acabaram tendo seu próprio momento Stripped, onde abandonaram sua imagem saudável e abraçaram sua sexualidade, fazendo todo homem gay que é fã de música pop gritar “YAAAAAAS!”. Dê uma olhada em Selena Gomez, Demi Lovato e Miley Cyrus, com sua era polarizada de Bangerz, para ver o impacto por si só.

Mas vamos ser claros: o histórico dela não é totalmente isento de manchas quando se trata de inspirar e apoiar a comunidade LGBT. Houve uma comédia bastante problemática no Saturday Night Live de 2015, no qual a cantora parodiou a personagem de Samantha Jones de Sex and the City e referiu a si mesma como uma transexual, mas esse erro não deveria descreditar todo o trabalho positivo que ela fez para ajudar nossa comunidade. E se for questionado sobre isso hoje em dia, gostaria de pensar que ela pediria desculpas e assumiria total responsabilidade por suas ações.

A última vez que Christina lançou sua própria música foi em 2012, com seu sétimo álbum de estúdio, Lotus. A indústria mudou muito na sua ausência, e apesar de ela ser uma veterana no ramo, está entrando novamente no jogo com uma imagem distorcida.

Há muitas pessoas que irão rapidamente chamá-la de flop e questionar sua relevância em 2018, mas lembre-se que através dos altos e baixos da sua carreira, a Xtina sempre nos protegeu.

Agora é a nossa hora de protegê-la. 

Atenção: Essa tradução é de uso exclusivo do site Christina Aguilera Brasil e caso você deseje compartilhá-lo é obrigatório o crédito e o link desta página. Para mais dúvidas sobre como compartilhar esse material sem infringir os direitos, entre em contato conosco.

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1 Comentário em "Jonas Åkerlund, diretor de “Beautiful”, compartilha belo artigo sobre Xtina."

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Rodrigo Cardoso Alves da Silva
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Rodrigo Cardoso Alves da Silva

Emocionante ! Verdade Explícita ! Eterna Rainha Aguilera !