Como noticiamos aqui há uns dias atrás, a revista EW publicou em sua edição impressa uma rápida entrevista com Christina Aguilera. Curiosamente  hoje, dia 29 de Maio, a EW divulgou a entrevista na íntegra em sua versão digital. Para a nossa surpresa, haviam mais perguntas e respostas comparado ao conteúdo do que a versão impressa mostrou. Acredito que seja em razão do espaço e da diagramação da matéria. Mas temos novas informações preciosas nessa entrevista completa. Por exemplo, Christina fala sobre o tempo que irá levar até o próximo álbum e você, bem, você não quer perder o que ela respondeu, não é mesmo? Então leia abaixo a entrevista, dessa vez, completa:

EW: O álbum se chama “Liberation”. O que isso significa para você?

CHRISTINA AGUILERA: Eu queria um título que representasse a minha libertação de tudo que não fosse verdadeiro para mim. Acho que isso é algo que acontece sempre na vida de qualquer pessoa: toda vez que você se sente sufocada de alguma maneira, começa a se sentir que não está sendo você mesma ou até mesmo se sente atolada por opiniões de outras pessoas. Ou quando você se encontra presa em uma situação estagnada. Eu meio que senti como se estivesse dormindo no volante e indo no piloto automático nos últimos anos, não cumprindo todo o meu potencial e o propósito que me trouxe a viver nesse planeta: cantar e fazer música. Então, estou retornando a minha verdadeira pessoa e voltando à minha verdade pessoal. É igual quando tomamos sol e descascamos a pele. Como se eu estivesse com minha nova camada de pele.

Faz um tempão desde que eu comprei um álbum seu. Por que a demora?

Criar filhos certamente dá muito trabalho e precisa de tempo. (risadas) Eu levo isso muito a sério. Eu só consigo me concentrar em outra coisa quando eles estão deitados na cama e a casa quieta. Graças à Deus eu tenho um estúdio de gravações dentro da minha casa. Mas participar do The Voice e estar na televisão é algo muito confortável – as vezes confortável até demais após um certo tempo. Ficar só sentada em uma cadeira o dia inteiro não é algo que beneficia a nossa personalidade e nosso lado artístico. Fazer televisão é muito desgastante e demorado. Ter todas obrigações que o trabalho pede, seguir os protocolos, você se sente sugada. Então, quando o dia acaba, chego em casa e ter que criar os filhos e resgatar o tempo perdido. Isso é tipo, Jesus, deixa eu ver as mensagens e tomar um banho de espumas ou trabalhar na minha música.

Ou tomar algum vinho…

Verdade! Eu estava me distanciando muito da pessoa que eu sempre quis ser. Todas as coisas, por trás da câmeras, apenas parou de ser igual as coisas que realmente acreditei e acabou afastando daquilo que eu originalmente entrei para fazer. Então, este álbum me encorajou a voltar à minha essência e para as que faziam sentido e para aquela garotinha que era verdadeiramente apaixonada por música antes do mundo da música acabar te engolindo.

Você tem uma música no álbum chamada “Sick of Sittin”. É sobre aquelas cadeiras giratórias vermelhas no The Voice?

(Risos) Não é para ser tão literal. Mas acredite, houve dias em que acho que todos nos cansamos de sentar naquela cadeira vermelha. Acho que, em certo sentido, é uma mensagem para qualquer um que esteja cansado de sua rotina diária e esteja preso em algo ou em alguma forma de vida. Eu acho que há tantas mães por aí que desistem tanto porque ser mãe é difícil e consome muito tempo. Eu acho que é importante manter nossos sonhos e paixões vivos, mesmo se dedicarmos um pouco de tempo durante o dia para nós mesmas. Há uma razão para tudo e todos nós, às vezes, somos seduzidos por um contracheque, mas no final do dia minha paixão, alma e integridade falam mais alto do que apenas as conquistas materiais.

O primeiro vídeo do Liberation, chamado Accelerate, mostra você pelada e se cobrindo com alguma gosma clara. O que era aquilo? Lubrificante?

(Risadas) É glicerina! muito doce. Acho nojento. Eu ficava colocando na boca e cuspindo o tempo todo. Não é lá muito divertido, mas dá uma sensação gostosa sob a pele.

“Accelerate” e a canção “Maria” foram produzidas pelo Kanye West. Ele é certamente uma pessoa polarizada no momento. Como foi sua experiência com ele?

Quando comecei a gravar com o Kanye West, foi bem antes dele lançar Life of Pablo. Então ele saiu em turnê. Veja bem, ele sempre fala coisas que geram polêmica e são controvérsias. Eu não estou interessada no que ele fica falando ou algo do tipo. O que eu sei é que no dia que ele sentou e tocou essa música para mim, ele me conquistou. Eu acho que antes de tudo ele é um artista, e nem sempre temos que concordar com o que um artista faz. Mas no caso sobre a nossa conversa, ele foi bem cativante comigo.

Você também tem um dueto com a Demi Lovato em um clima de empoderamento feminino chamado “Fall In Line“. O que fez com que você a chamasse para colaborar com você?

Eu respeito muito as mulheres que não são ‘nonsense’ e que são corajosas. Ela tem um passado de superação e eu me identifiquei muito com isso. E ela também andou falando bastante o quanto eu era uma inspiração para ela, e eu acho isso tão gentil e cativante. Eu gosto muito de mulheres que encorajam as outras. Mas eu amo o fato de poder dividir essa música com a Demi. Nós duas juntas nos completamos igual dois pedaços de bolacha recheada. Ela é uma fofa, maravilhosa, e temos tantas familiaridades. Tipo, temos a mesma altura Ela é a minha versão de cabelos escuros e eu sou a versão loira. Eu também me aproximei dela porque eu precisava de uma garota expressiva que conseguisse dar conta da explosão que a música é. Eu precisei de alguém que se ajoelhasse e sentisse a música juna comigo, ali ao lado.

Você também vai sair em turnê com esse álbum. O que os fãs podem esperar?

Eu acho que isso vai acabar com muito barulho, pra falar a verdade. É assim que eu gosto de fazer músicas e contar histórias – o verdadeiro âmago da questão de ir a um show. É emocionante para mim experimentar um show como esse. Tudo o que estou fazendo agora é quase abordar as coisas como uma nova artista, em uma nova perspectiva. Este é um capítulo diferente na minha vida. Estou experimentando com meus dois filhos lindos que definitivamente verão um lado diferente da mamãe que não viram. Vai ser divertido. Vai ser um desafio. Mas eu tenho que voltar lá e fazer o que eu já pretendo fazer. Cansada de ficar sentada [risos]! E eu quero continuar. Eu não quero dar um outro intervalo longo na minha carreira, também. Isso é como molhar os pés. Estou voltando ao meu corpo de artista, que é o que eu preciso fazer por muitos anos ainda. Eu tenho sido tão glamourosa por tanto tempo e isso é definitivamente divertido. E eu sou um artista de coração, mas agora eu quero voltar aos palcos e mostrar minhas sardas, e me abrir novamente com vocês.

Quem é a pop-star que você acha que está arrasando por aí ultimamente?

Bem, eu acho que ela está arrasando faz um tempão. Rihanna. Ela é a fodona favorita de todas.

Sua colega pop star Britney Spears e Lady Gaga estão fazendo residência em Vegas. Você planeja algo do tipo?

Eu não descarto nenhuma possibilidade de nada. Eu sou uma pessoa muito espontânea. Acredito que a proposta tenha que fazer um sentido muito grande para mim. Eu teria que comprar essa ideia de uma maneira que se encache em mim. Eu nunca foi do tipo ‘Garotinha de Vegas‘. (risadas) Eu gosto de poucas e boas. De entrar e sair. Eu preciso muito do conforto da minha própria casa. Eu sou a Rainha do Aconchego. Amo tapetes macios e velas. Não se confunda, não é sobre ser uma diva, é apenas estar confortável. (risadas) Tudo o que eu quero é tirar um vestido apertado, sair do Tapete Vermelho e vestir meus moletons confortáveis ou o meu quimono e ser feliz. Obrigada!

Mas você vai vestir suas calças abertas de Dirrty no retorno da turnê Liberation?

Talvez uma versão moderna parecida com aquela. Àquelas calças nunca saem de moda.

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