União feminina, respeito e gratidão: Christina Aguilera e Demi Lovato dão uma lição as fãs bases neste exato momento.

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Ontem foi o dia internacional da luta contra a homofobia, e as cristais têm um recado pra você…

Monitorando redes sociais vemos muitas coisas. Se fôssemos postar aqui todas as mensagens negativas, seja a respeito da aparência física da Christina, seja por rixas, deboches ou por mensagens negativas que observamos em várias páginas de entretenimento do Facebook e Twitter, passaríamos horas. Além disso, esse tipo de páginas não merecem atenção, menos ainda publicidade.

Certas páginas, bem conhecidas dos leitores, continuam na antiga e suposta “rixa” que a mídia criou no início dos anos 2000 (há quase 20 anos atrás) entre Christina e Britney.

Lembrem-se: se você debocha de uma artista, isso pode se voltar contra você, ou sua “fave“. Afinal, todas as artistas tem seus “tetos de vidro”, seus momento de insegurança,  de fraquezas, e claro, suas fotos em momentos constrangedores ou não tão favoráveis.

Montagem que circula na internet debochando da aparência física de Christina Aguilera e Britney Spears.

Isso mesmo. E não para por aí. Outros colocam a Demi Lovato contra a Selena Gomez, como parte das várias rixas entre mulheres que parcela da comunidade gay adora criar, algo nitidamente misógino que já discutimos aqui. Também tem aqueles que além das ofensas pessoais, vão pro lado profissional, desejam aposentadoria, fracasso, flop, tudo de mais negativo para a nova era da Christina. E o pior: essas páginas tem muitos seguidores e são influentes nas redes sociais.

O dueto de Demi e Christina provou muitas coisas, não só o poder das mulheres de transformar o pop com mensagens de empoderamento, mas a necessidade da união feminina, do reconhecimento da nova geração, do carinho de ídolo, de “mãe” pra “filha”.

Muito amor: Christina e Demi são só troca de elógicos nas redes sociais.

Esperamos que mais artistas se inspirem nelas, assim como outras fãs bases que gostam de colocar uma artista mulher contra a outra, com mensagens do tipo: “ela é melhor do que ela”, “ela superou a outra”, “flop”, “a carreira dela acabou”, “precisa se aposentar”.

Christina e Demi estão dando uma lição ao mundo neste momento! 

Em 2002, com a camiseta “um homem de qualidade não é ameaçado por uma mulher que quer igualdade”.

Esperemos que os que se dizem fãs consigam enxergar isso e como ela luta, constantemente, contra qualquer tipo de preconceito, rixa ou comparação, buscando empoderar as mulheres e as comunidades marginalizadas.

Christina, desta vez, realmente está à frente do processo de criação do Liberation, e isso é o que acontece quando se é genuína, verdadeira consigo mesma e um bom ser humano. Aguilera abraçou a geração mais jovem desde o seu primeiro dia. Ela não tem nada além de amor, apreço, incentivo e apoio para dar a eles. Diferente de outras cantoras que vivem no shade e “desconhecem” a nova geração.

Confira o nosso tweet sobre o comentário feito por Christina para o lançamento de “Fall in Line” no seu Twitter:

As rixas em fãs bases: Se o universo do pop fosse mais unido, com certeza teríamos mais cantoras disputando o TOP 3 Song Charts do iTunes, que vem sendo dominado por homens, algo que reflete negativamente em todas as fãs bases e as páginas de Facebook e Twitter que incitam essas rixas, nada saudáveis, entre as cantoras.

Em razão disso, alguns fighters e admiradores “levantaram a voz” e se pronunciaram no Twitter:

Já no tweet abaixo: “A razão pela qual além de Adele e Beyoncé mulheres não são líderes no gráfico mais é porque uma enorme quantidade de seguidores são pessoas gays que afirmam ser feministas ainda gostam de comparar e colocar as mulheres umas contra as outras”. [tradução livre]

“Hoje (17/05) é o Dia Internacional da luta contra a Homofobia mas os gays praticam misoginia, comentando “desculpe dizer, mas é apenas # 1 graças a Demi Lovato. Os outros singles de Christina, Accelerate and Twice, foram grandes flops.” [tradução livre]

Mulheres podem ser fortes, independentes e ousadas.

Esses são apenas alguns dos exemplos que trazemos para ilustrar como é necessário repensar o nosso comportamento e também levar essa reflexão a outros lados, há uma diferença entre não gostar de algo, opinar e incitar o ódio.

O Brasil é um dos países em que mais se mata gays, travestis e transexuais, alimentar discursos de ódio no universo musical com posicionamentos misóginos só vai piorar este quadro.

Para finalizar, trazemos os comentários feito por Christina para a Amazon Prime sobre o processo de criação para “Fall In Line“.

A música que ela coescreveu para o álbum Liberation, e que deixa claro, com falamos, a forma com que Christina luta contra uma indústria musical que coloca uma mulher contra a outra, constantemente:

Fall In Line:

“Essa música é uma grande e linda colaboração com a linda, Demi Lovato, eu gravei essa música, Fall In Line, alguns anos atrás, antes de tudo isso que está acontecendo pelo mundo, era uma música que precisava ser ouvida, pelo que eu vivi quando estava crescendo eu sempre senti que deveria ter a voz que minha mãe nunca teve na minha infância, por isso eu sempre quis ser uma defensora das mulheres e qualquer pessoa que esteja lutando para ter sua própria voz.

A música começa com a frase “Little Girls, Listen Closely, Cause No One Told Me, But You Deserve to know.Fala para você acreditar em si mesmo, acreditar que você tem uma voz e isso é uma mensagem para qualquer pessoa e anos depois nós estamos em um momento que é incrível ver tantas pessoas defendendo o que eles acreditam, tendo uma voz, fazendo com que ela seja ouvida e indo contra a corrente.

Isso é algo que eu sinto que eu sempre tentei fazer artisticamente através da minha música, letras, vídeos, desde que que eu senti que eu tinha a liberdade para faze-lo a partir do Stripped. E eu amo colaborar, e eu amo outras mulheres poderosas, e eu senti que eu deveria compartilhar [a música] com outra poderosa vocalista, alguém que conseguiria explodir e atingir grandes notas, levar isso para outro nível comigo e a Demi preencheu essa cota e eu pensei “Essa aí pode EXPLODIR.”

Esperamos que além de alçar charts, o mais importante, seja alcançado, que a mensagem de “Fall In Line” que envolve empoderamento, união e não silenciar a sua própria voz, consiga ser passada e transmita, esse legado inteligível, é muito maior que vendas e é algo que diferença toda a carreira da Christina na música e a torna um icône e uma lenda.

O corpo da mulher é algo tão bonito. Eu desejo que as mulheres possam ter mais orgulho dos seus próprios corpos e não desqualificarem outras mulheres por terem orgulhos dos delas.

– Christina Aguilera

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