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Christina responde: Perguntas e Respostas – 10 anos de Bionic

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Bionic

Comemorando 10 anos de Bionic, Christina responde perguntas e curiosidades de fãs em sua rede social.

Promessa é dívida! Christina havia pedido há umas semanas atrás para que os fãs enviassem perguntas e curiosidades sobre os 10 anos de Bionic. Inicialmente ela havia prometido responder na semana em que o álbum completou 10 anos, dia 04 de Junho, porém justamente na semana da comemoração, os Estados Unidos estava passando por uma onda de protestos conta o racismo no país. Por isso, Christina acabou adiando o quadro e avisou que iria cumpri-lo em algum momento. E esse momento chegou! Confira só:

FALE SOBRE A ARTE DA CAPA DO ÁLBUM.

A arte foi feita pelo épico DFace!, atemporal. Além da criatividade em sua complexidade de conceito que eu pretendia criar. Tais ilustrações limpas e aperfeiçoadas. Ele sacou! Foi ousado, destemido, bonito, único e inovador. Ninguém mais poderia ter interpretado assim. Um complemento perfeito para a fotografia de Alix Malka! Eu estava admirada e feliz pelo resultado do trabalho que eles tiveram.

QUAL FOI A MÚSICA MAIS DIFÍCIL DE GRAVAR?

Foi um álbum muito experimental para mim… explorando diferentes maneiras de usar a minha voz e trabalhando com pessoas que eu era muito fã. Não foi um álbum difícil de gravar, não de maneira vocal. Eu me diverti com todas as participações e propositalmente não busquei tentar diferentes ideias e vocais “perfeitos”, mas mais sobre o espírito e humor daquele momento e sendo muito motivada pela música. Eu queria pensar fora da caixa, e não ficar confinada em um típico estereótipo na música pop.

QUAL FOI A SUA INSPIRAÇÃO POR TRÁS DE MONDAY MORNING?

Monday Morning é uma música sobre viver o momento e não se preocupar com as consequências que o amanhã pode trazer. A vida é muito curta para planejar cada detalhe de tudo, e em ser ocupado com agendas e outras demandas. Então ela é sobre estar apto a deixar um pouco de lado o stress e se permitir se aventurar em um momento de muita diversão.

COMO FOI TRABALHAR COM O SANTIGOLD EM MONDAY MORNING?

Santigold foi o espírito perfeito que ajudou a inspirar todo o conceito de Monday Morning, complementando a música alegre e energética. Tem meio que um ar nostálgico, um sentimento de festa de rua. Eu amei, inclusive a parte daquela canção infantil de escola “Na-née, na keenna nana” quando a música acaba com esse sentimento de diversão.

O QUE O ÁLBUM REPRESENTA PARA VOCÊ HOJE VS ANTIGAMENTE?

Cada colaboração representou uma energia diferente e um novo lado de mim mesma. Eu não acho que sejamos apenas uma coisa ou devemos levar rótulos por isso. Eu tento ilustrar isso em cada álbum que eu faço. Sem vergonhas e sem desculpas. Eu sempre vivi para ser inspirada. E colaborar com artistas de verdade.

VOCÊ PODE NOS FALAR SOBRE O PROCESSO CRIATIVO DE ELASTIC LOVE? VOCÊ E A M.I.A GRAVARAM JUNTOS EM ESTÚDIO?

Eu fui inspirada pela natureza rebelde e sincera da MIA. Ela criou um som único e veio com composições muito interessantes. Elastic Love é uma música muito bem escrita ironicamente. A brincadeira com as palavras é muito boa. MIA trouxe esses elementos para um música a frente do seu tempo e energeticamente gostosa.  E foi divertido explorar texturas diferentes da minha vida e interpretar novos sons.

COMO FOI TRABALHAR COM A PECAHES?

Eu fui muito inspirada pela Peaches e pela seu modo orgânico de ser, por sua sinceridade e seu jeito fatídico em expressar a sua sexualidade com bateria e percussão. Eu devo ter ouvido os seus álbuns uma zilhões de vezes durante a gravação de Stripped. Ela era moderna e notável. Tê-la como convidada nas gravações de My Girls foi um momento de plenitude para mim. E para fazer isso com Le Tigre – uma banda só de mulheres, trouxe uma nova vibração reflexada e descontraída à minha abordagem, que foi divertido de fazer.

COMO FOI TRABALHAR COM LADYTRON?

Ladytron e eu fizemos algumas coisas muito únicas. Eles trouxeram todo um novo som e um desafio para mim, de várias maneiras. As músicas são tão cheias de significado… veja Little Dreamer e Birds of Prey.

BIRDS OF PREY É UMA MASTERPIECE. VOCÊ PODERIA FALAR SOBRE A MÚSICA?

Eu aaaaaaamooo os tons escuros subjacentes em Birds of Prey. Tocando na parte inferior do negócio … os abutres, usuários e alimentadores. Todo o clima e vibração – ainda é uma das minhas músicas favoritos de todos os tempos.

QUAL É A SUA MÚSICA FAVORITA DO BIONIC?

I am” é uma das minhas músicas mais favoritas de todo o álbum. Ela é muito honesta e aberta em trazer quem você realmente é como humanos e ser descaradamente dispostos a colocar tudo na mesa – embora isso seja assustador – e não pedir nada além da verdade e do amor incondicional em troca. Todos nós merecemos isso. Se alguém não puder dar isso para você, você deve ser forte o bastante para ser capaz de te dar isso à si mesmo. Ninguém deve ter esse poder sobre você para se contentar com algo menor. É preciso coragem para enfrentar a si mesmo e amar todas as suas multifaces – especialmente as quebradas, que as tornam exclusivamente quem você é.

DE ONDE VOCÊ TIROU INSPIRAÇÃO PARA O BIONIC?

Eu estava muito inspirada por música eletrônica naquela época, então trazer todos esses artistas juntos e um único lugar, foi um sonho para mim. Vindo de muitos caminhos da vida com diferentes perspectivas e aproximação para criar músicas. Eu absorvi e encorpei tudo isso. Uma experiência incrível.

COMO VOCÊ SE SENTE AGORA QUE SE PASSARAM 10 ANOS?

Nem todos iam “entender“. A capa e fazer escolhas ousadas. E eu sabia disso. Ser corajosa o suficiente para tentar coisas novas e desafiar os ideais e as percepções das pessoas sobre quem você é, é um risco que estou disposta a correr. Às vezes, as coisas levam tempo para serem totalmente apreciadas, e está tudo bem. Eu nunca me propus a ser uma vitória óbvia e fácil em termos de classificação. Estou nisso há um bom tempo. Desafio a mim mesma e aspiro a inspirar em todo o meu trabalho – depois de muito tempo. O meu legado fala por si e a qualidade prevalece.

VOCÊ PODE FALAR SOBRE O CONCEITO ORIGINAL QUE ERA ‘LIGHT AND DARKNESS’?

Luz e trevas são uma constante na minha vida. Eu abraço ambas. Não se pode ter uma sem a outra. Não é fácil puxar e puxar entre os diferentes elementos de mim mesma e lutar por equilíbrio e paz com tudo isso. Já passei por momentos realmente sombrios, mas recuso-me a sucumbir aos detalhes de como esses momentos podem ser prejudiciais e deixá-los vencer e me definir. Este tempo na terra não é um momento de muita luz. Sou grata pelas lutas e triunfos que experimentei. Eu as uso como distintivos de honra e estou determinada a aproveitar ao máximo meu tempo aqui. Nada é para sempre e aprender a influenciar as mudanças é uma obra de arte em si.

COMO FOI FAZER UM DUETO COM A NICKI MINAJ?

Nicki Minaj – o que mais posso dizer. Powerhouse, energia de ‘foda-se’. Eu era uma grande fã do seus primeiros trabalhos, e ainda continuo sendo. Tê-la em WooHoo foi a cereja do bolo!!

SUAS CANÇÕES COM A SIA SÃO FABULOSAS – ORGANICAS E HONESTAS. COMO FOI COMPOR COM ELA?

Trazer Sia para o álbum foi animador, pois eu já era uma grande fã do seu trabalho com Zero 7 e eu escutava muito esses álbuns antigamente. Todo o humor baseado em canções que te permitem escapar para um lugar diferente. A maneira com que Sia mostra os seus vocais, eu sabia que era algo raro e especial – invocando tantas texturas cruas e vulneráveis e sentimentos. A composição foi assustadora, honestas e linda. Delicada e orgânica. Sia não é uma “over singin” clássica ou que se possa definir. Ela foi incrível e me encorajou a apenas ser “eu mesma” nas gravações. Sem tentar ser alguma outra coisa. Muitas coisas em comum com ela, totalmente inspirador… ela é uma artista de verdade… e me faz gargalhar sempre – ela é hilária! Foi muito animador – em não ser tão focada, rígida e séria no estúdio.

QUAIS SUAS CANÇÕES É A SUA PREFERIDA DE FAZER AO VIVO?

BIONIC. Eu tenho começado alguns shows com ela. Eu amo o quão agressivo e urgente ela é para um começo. A letra mostra como eu sou e essa confiança e um sentimento de empoderamento. Switch e John Hill foram mestres em criar essa música tão única e experimental. Eu era muito fã dos trabalhos que eles fizeram com Major Lazer e encontrei o que eles puderam trazer para o álbum que foi fresco, inovador e emocionante! Switch voltou a me ajudar a criar músicas para o meu show em Vegas Xperience. Ele é muito talentoso.

COMO VOCÊ COMPARA STRIPPED À BIONIC?

Eles se encaixam em momentos diferentes da minha vida…

Como você compara Stripped com Bionic?

Stripped foi o álbum de eu me tornando adulta… saindo da minha concha… dizendo não para os padrões da música pop… aceitando em agir de maneira controversa e aceitando àqueles que não me entendiam. Eu tinha que ser eu independentemente. Eu pela primeira vez. Possuir minha verdade e contar minhas histórias. Eu estou orgulhosa com o que eu fiz no álbum, em ter essa coragem de me mostrar ao mundo. Eu encarei muitas repercussões enquanto eu estava desafiando ideias de muitas que uma mulher pensa, uma popstar ou um tipo de molde social em como deveria agir, soar, vestir e se mostrar. Eu não tinha nada disso. Eu encarei de frente e dei boas vindas aos opostos. Aquece meu coração quando ouço muitas popstars das gerações que vieram depois da minha e me dizem o quanto Stripped significa para elas. Inspirar novas vozes e ideias progressistas é tudo para mim e faz toda essa minha jornada vale apena. Bionic em comparação explora novas territórios de uma mulher que se provou a si mesma e seus direitos em proceder em qualquer direção que ela queira tomar. Refletindo uma nova mulher. Uma mãe. Uma artistas – sem medo de explorar novos caminhos e dividir o legado com talentos maravilhosos e ideias novas.

FIGHTERS,

Eu amo o que faço e sou eternamente grata, sincera e inspirada pelo seu amor, dedicação e apreço pelo meu trabalho ao longo dos anos. Eu nunca vou me esquecer e me esforço para dar tudo de mim para vocês de uma forma honesta – então, agora e sempre. Obrigada por celebrar Bionic comigo.

mariorick
o autormariorick
Empresário
Criador de conteúdo sobre Christina Aguilera desde 2003. Empresário no ramo Gráfico e Papelaria Personalizada. WebDeveloper. Master Reiki. Espiritualista. Residente na cidade de Mairiporã/SP.
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